domingo, 28 de novembro de 2010

Só mesmo o Capitão Nascimento ...

Parece, enfim, que o governo brasileiro resolveu tomar uma atitude em relação ao crime organizado e a bandidagem que assola o país, e que há muito tempo vem se consolidando como um Quarto Poder na estrutura da sociedade brasileira. A ação desencadeada nesse final de novembro pode ter várias motivações, que vão desde o esgotamento da tolerância das instituições de segurança pública, que há muito perderam o respeito e a auto estima, até ao esforço de garantir o estado de direito, que esta em "xeque", por conta do descrédito cada vez maior da opinião pública nacional e internacional, que já não acredita mais que o Estado brasileiro não esteja contaminado pela corrupção, principalmente a decorrente do tráfico de armas e drogas.

Mais talvez a principal motivação tenha sido mesmo o surgimento do primeiro super herói brasileiro, o Capitão Nascimento, editado como personagem fictício do Batalhão de Operações Policiais - BOP, da Polícia Militar, com disposição de enfrentar de forma determinada o crime organizado que, até então, é quem substitui o Estado e produz normas de conduta e políticas de dentro dos presídios ou do "Palácio" dos morros e favelas deste país.

Se fosse produzida uma pesquisa de opinião pública para avaliar a ação desencadeada pelo estado nos últimos dias, a exemplo das centenas que foram realizadas por ocasião do recem findado período eleitoral, de certo a aprovação da população brasileira seria esmagadora, portanto, inquestionável e amparada de legitimidade. Aliás, no processo democrático é a vontade popular que deve prevalecer, ou como diz o ditado popular " a voz do povo é a voz de Deus".

A ação desencadeada pelo aparelho de segurança pública nos morros cariocas, ainda que tardia, era imprescindível, sob pena de sepultar de vez as estruturas ultrapassadas das instituições que formam o atual Sistema de Segurança Pública, que precisam urgentemente serem revistas. Parece que alguém criou coragem e deu ordem para eliminar com a tolerância -- ou talvez conivência -- que o aparelho de segurança pública vinha tendo com o crime organizado neste país.

A única preocupação agora e quanto a continuidade dessa ação. É preciso asfixiar de vez com a bandidagem e com o crime organizado, quer seja pela interrupção de suas fontes de renda ou pela eliminação sumária de seus membros, pois temos certeza que esses animais são irrecuperáveis, ainda que submetidos a qualquer método conhecido de recuperação. A ação policial contínua, ainda que cara, é menos onerosa para o Estado que tantas outras formas de sangria dos cofres públicos.

Ah! é preciso, também, estar atento aos falsos moralistas e defensores intransigentes dos direitos humanos. Como disse anteriormente esses criminosos são animais irracionais e não seres humanos. Seres humanos não ameaçam a vida de inocentes em seus lares ou em rumo ao seu trabalho. Dar tratamento humanitário para animal é coisa da minoria, e no processo democrático o que deve prevalecer é a vontade popular, é só consultá-la.

sábado, 3 de julho de 2010

TEMPOS MODERNOS


A Rede Globo de Televisão, multinacional conceituada e bastante premiada pelos excelentes trabalhos que produz para o mundo inteiro, e que prega a imagem de uma rede de comunicação democrática, imparcial e preocupada com os grandes temas nacionais e internacionais; Ecologia, Meio ambiente, Política, Economia, Esporte e até comportamento humano, este último inclusive que se vangloria por ser utilizado para chamar atenção da opinião pública para temas polémicos, não prima pela escolha e pelo controle da divulgação de suas peças e, portanto, deixa passar intencionalmente ou não, conteúdos bairristas e preconceituosos que servem para achincalhar e denegrir a origem e a história de toda uma população residente em regiões mais distantes, porém não menos importante para o país, sob qualquer ponto de vista.

É o caso que vimos na edição dos últimos capítulos idos ao ar dessa mediocre novela das sete, intitulada Tempos Modernos que em nada contribui para a formação do conhecimento das pessoas acerca das coisas deste país, e onde o autor, senhor Bosco Brasil -- que não merece o sobrenome que tem --, contratado pela Rede Globo, demonstra ser um alienado da historia e da cultura brasileira, quando se reporta para todo o Brasil sobre o Município de Altamira, no Estado do Pará, como sendo o ó do mundo.

Pelo menos é dessa forma que ele trata a Região Norte do pais, mais especificamente o povo paraense, quando coloca o seu personagem Dr. Bodanski (Otavio Muller), para viajar para Altamira em um "pau de arara", junto com bodes e outros apetrechos demagógicos e preconceituosos contra a população paraense.

Se ele fosse um profissional desprovido de bairrismo, típico dos arianos do sul e sudeste maravilha, poderia pesquisar e ver que não se chega em Altamira através de "pau de arara", meio de transporte que aliás já faz bastante tempo que foi abolido das estradas nortistas, e poderia vencer o seu preconceito para dar acesso a esse município, incrustado no seio da Amazônia, ou por via aérea ou fluvial, que são os meios de transportes mais utilizados nessa região.

Nos paraenses nos orgulhamos de nossas tradições, porém abominamos qualquer tipo de preconceito que se produzam sobre elas, principalmente quando são utilizadas por poderoso meio de comunicação de massa, como a Rede Globo, que se presta para formar opinião distorcida sobre as diferenças dos costumes regionais.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

UM GOLPE LEGÍTIMO

Existe vários caminhos para se chegar a Roma, diz o ditado popular. Pois é, diferentemente de Hugo Chavez que optou pelo golpe de estado amparado pela força e pela manipulação esdrúxula do legislativo e do judiciário em seu país, o nosso "estadista" aqui não teve a ousadia de utilizar os mesmos métodos que seu vizinho e amigo, e enfrentar a nação e o estado de direito para se perpetuar no poder.


Bem mais comedido e melhor assessorado que seu colega colombiano, buscou a legitimidade para idealizar um golpe de estado que não pudesse ser contestado por seus opositores. Para isso, levou oito anos de seus dois mandatos, arquitetando e executando manobras políticas e ações ilegais para consolidar o seu plano de manter-se indefinidamente no poder.


Para fortalecer sua estratégia fingiu-se de surdo e de desavisado, enquanto seus seguidores -- e por que não dizer "companheiros" --, mais próximos buscavam na ilegalidade, o financiamento do seu projeto político e pessoal, utilizando recursos públicos, para consolidar um esquema de corrupção nunca visto na história deste país.


Quem não lembra o esquema do mensalão, da utilização da maquina para atender fins obscuros do partido, do próprio e dos seus. Tudo isso esta na mídia e é do conhecimento da nação e dos poderes constituídos, entretanto é como se nunca estivera. Por muito menos do que vem sendo feito, a nação, exemplarmente, cassou um presidente em nome da ética e da moralidade.


É bom lembrar, contudo, que nada do que vem feito pelo nosso "estadista" é realizado ao acaso. No embalo das medidas populistas muito bem utilizadas por seu governo, e que lhe renderam uma sólida confiança da nação, esta traçada a estratégia do golpe branco onde a companheira Dilma é peça fundamental.


Ela exercerá durante os próximos quatro anos um mandato de transição para assegurar mais oito anos ao nosso "estadista", ou seja, já que a constituição é empecilho para a perpetuação de seu mandato, e como manobrar no sentido de modificá-la foi opção descartada durante seu atual governo, pois foi percebido que conduziria a uma reação desgastante com seus opositores, então a nobre senhora foi a alternativa encontrada para dar a legitimidade a mais dois mandatos posteriores ao seu.


Dessa forma, legalmente ninguém poderá contestar que o retorno do nosso "estadista" não se deu por via democrática, e é verdade, a ação é democrática porém não deixa transparecer as manobras sujas e ilegais que consolidaram a criação de sua imagem perante parte da opinião pública, principalmente aquela que é a maior parte da população, formada pela plebe ignara, que por ser mantida excluída de educação e cultura, não tem capacidade de reflexão.


Dentre as referidas manobras as menos espúrias são as que tem elevado apelo populista, tocadas pelos programas oficiais de largo alcance e dirigidas às populações de baixa renda, e também de baixo discernimento para entender que são utilizadas como massa de manobra a implementação da estratégia desse golpe branco tão bem conduzido pelo governo lula.