Parece, enfim, que o governo brasileiro resolveu tomar uma atitude em relação ao crime organizado e a bandidagem que assola o país, e que há muito tempo vem se consolidando como um Quarto Poder na estrutura da sociedade brasileira. A ação desencadeada nesse final de novembro pode ter várias motivações, que vão desde o esgotamento da tolerância das instituições de segurança pública, que há muito perderam o respeito e a auto estima, até ao esforço de garantir o estado de direito, que esta em "xeque", por conta do descrédito cada vez maior da opinião pública nacional e internacional, que já não acredita mais que o Estado brasileiro não esteja contaminado pela corrupção, principalmente a decorrente do tráfico de armas e drogas.
Mais talvez a principal motivação tenha sido mesmo o surgimento do primeiro super herói brasileiro, o Capitão Nascimento, editado como personagem fictício do Batalhão de Operações Policiais - BOP, da Polícia Militar, com disposição de enfrentar de forma determinada o crime organizado que, até então, é quem substitui o Estado e produz normas de conduta e políticas de dentro dos presídios ou do "Palácio" dos morros e favelas deste país.
Se fosse produzida uma pesquisa de opinião pública para avaliar a ação desencadeada pelo estado nos últimos dias, a exemplo das centenas que foram realizadas por ocasião do recem findado período eleitoral, de certo a aprovação da população brasileira seria esmagadora, portanto, inquestionável e amparada de legitimidade. Aliás, no processo democrático é a vontade popular que deve prevalecer, ou como diz o ditado popular " a voz do povo é a voz de Deus".
A ação desencadeada pelo aparelho de segurança pública nos morros cariocas, ainda que tardia, era imprescindível, sob pena de sepultar de vez as estruturas ultrapassadas das instituições que formam o atual Sistema de Segurança Pública, que precisam urgentemente serem revistas. Parece que alguém criou coragem e deu ordem para eliminar com a tolerância -- ou talvez conivência -- que o aparelho de segurança pública vinha tendo com o crime organizado neste país.
A única preocupação agora e quanto a continuidade dessa ação. É preciso asfixiar de vez com a bandidagem e com o crime organizado, quer seja pela interrupção de suas fontes de renda ou pela eliminação sumária de seus membros, pois temos certeza que esses animais são irrecuperáveis, ainda que submetidos a qualquer método conhecido de recuperação. A ação policial contínua, ainda que cara, é menos onerosa para o Estado que tantas outras formas de sangria dos cofres públicos.
Ah! é preciso, também, estar atento aos falsos moralistas e defensores intransigentes dos direitos humanos. Como disse anteriormente esses criminosos são animais irracionais e não seres humanos. Seres humanos não ameaçam a vida de inocentes em seus lares ou em rumo ao seu trabalho. Dar tratamento humanitário para animal é coisa da minoria, e no processo democrático o que deve prevalecer é a vontade popular, é só consultá-la.