Uma vergonha nacional, é assim que pode ser classificada a decisão da Presidenta Dilma Rousseff -- enquanto preparava um omelete no programa "mais Você" da apresentadora da Rede Globo Ana Maria Braga -- em conceder um reajuste médio no Programa Bolsa Família da ordem de 19,4% sobre os benefícios, que começam a ser pagos a partir de abril do corrente ano.
Não foi o que aconteceu com o aumento do Salário Mínimo homologado recentemente pela referida senhora.
Na rota de seu antecessor a Presidenta pressionou o Congresso, usando todo tipo de argumento e o rolo compressor de seus aliados, principalmente o PMDB, para no fim conceder um aumento chorado, minguado no salário mínimo, um pouco acima de míseros 6 (seis)% para 2011.
Entretanto, não foi o que se viu no célere aumento concedido aos beneficiários do Programa Bolsa Família. Em tempo recorde ela não exitou em promover cortes de toda natureza no orçamento deste exercício, cancelando concursos e investimentos tão necessários ao desenvolvimento do país, para viabilizar um reajuste considerável no maior Programa eleitoreiro mantido pelo Governo Federal
É uma vergonha, é um descalabro esse tratamento que o governo petista dá a classe trabalhadora. Enquanto o trabalhador, que é responsável pela geração da riqueza nacional tem o fruto de seu trabalho aviltado pelos patrões, pelo fisiologismo da maioria da classe política e pelo governo, a Presidenta Dilma Rousseff presenteia o ócio e a improdutividade com a parcela do excedente do trabalho apropriado da classe trabalhadora por seu governo, via tributos.
Um reajuste dessa natureza num Programa que não produz nada, como é o Bolsa família, só vai contribuir para o crescimento da massa de miseráveis deste país, que vive no limite da linha de pobreza, e que agora tem como certo que parindo a torto e a direito ira elevar a renda concebida pelo Benefício, sem ter noção de que diretamente estará contribuindo para o surgimento de uma geração, marginal, improdutiva e sem futuro.
A profecia Malthusiana nunca esteve tão próxima de se concretizar neste País como agora. Se não for estabelecido políticas para o conter o crescimento da população nas classes de mais baixa renda, teremos esse crescimento contido através de "controles naturais", ou seja, como previa o sábio economista do século XVIII, através da peste, da fome e da guerra. E isso já se observa pelas estatísticas que medem as mazelas sociais que afligem o país nas áreas de saúde, de educação, de preservação ambiental e principalmente de segurança pública.
É preciso que fique claro que não há nada contra os programas sociais que visem resgatar a dívida histórica do capital em relação ao trabalho. Agora, não dá para engolir que haverá redistribuição de renda em um país onde os governantes mantém na piramede da redistribuição 1% da população (cerca de 19.000 pessoas), detendo o controle de quase 50% (metade) de toda a riqueza gerada pelo País. E, notem, que esses poucos privilegiados pouco contribuem no processo de redistribuição. Afinal, alguém já teve notícia de banqueiro contribuindo proporcionalmente com os seus lucros.
Na realidade quem contribui mesmo para manter o Bolsa Família é a classe média, que tem a maior carga tributária do planeta incindindo sobre seus rendimentos e ainda é obrigada a manter milhões de miseráveis que serão os seus algozes no futuro. Aí esta a vergonha.....
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